Trivium – A Arte de escrever bem

Ao longo da história da civilização humana, surgiram diferentes modelos de organização social e, em cada um deles, uma conceituação diferente de qual seria a formação ideal mínima esperada de uma pessoa bem-educada. Enquanto hoje em dia é esperado que a pessoa prossiga toda o ciclo escolar básico até concluir a Faculdade, quem sabe até mesmo uma pós-graduação, em culturas mais antigas essa formação poderia incluir artes marciais como os samurais no Japão Feudal, o conhecimento das poesias mais famosas entoadas em festas como a Epopéia Grega ou o Mahabharata Indiano ou até mesmo que conhecesse uma quantidade mínima das peças de teatro frequentemente encenadas na ruas da Roma Antiga.

CIG_10-01

 

Ao longo da Antiguidade Clássica, no entanto, havia uma série de sete disciplinas básicas que eram esperadas que todo homem culto aprendesse, conhecidas como as Sete Artes Liberais. Essas tradição mais tarde se perpetuou durante a Idade Média por meio da Igreja Católica, período no qual elas foram divididas em dois grupos e ensinadas na seguinte ordem:

  • Trivium – grupo de disciplinas que lidam com o imaterial, incluem a Gramática, a Lógica e a Retórica.
  • Quadrivium – grupo de disciplinas que lidam com o concreto, incluem a Álgebra, a Música, a Geometria e a Astronomia.

A ideia é que o Trivium serviria como uma espécie de tripé, uma base para a posterior transmissão do Quadrivium, que são as matérias de natureza mais avançada. Naquela época, não tínhamos a atual divisão de disciplinas que vemos hoje na Escola e o Trivium foi posteriormente substituído no atual currículo pelo ensino de Português, Redação e História.

No entanto, mesmo que seja um método antigo e seu ensino tenha sido deixado de lado, a estrutura do Trivium traz muitos insights interessantes para qualquer pessoa interessada não apenas em aprimorar a sua capacidade de escrever, mas também o processo de transmissão de qualquer tipo de informação, seja por via oral, escrita ou qualquer outro meio de comunicação.

Gramática

A Gramática contempla os aspectos formais da Linguagem, o que inclui a classificação de elementos em uma oração, as regras gerais de conjugação e a coordenação entre sentenças. Na antiguidade, isso era feito por meio do ensino de línguas clássicas como o Grego e o Latim, sendo que essa última se tornou tanto a língua oficial do Império Romano quanto posteriormente da própria Igreja Católica Romana e, por esse motivo, acabou servindo como base para o desenvolvimento das demais línguas europeias que conhecemos hoje.

A Gramática, portanto, dita as regrais gerais de comunicação, além de determinar os limites e restrições que devem ser seguidas quando uma determinada mensagem é transmitida. Desse modo, apesar de lidar com um objeto tão abstrato quanto a linguagem, a gramática é o mais concreto dos três elementos do Trivium, servindo como o fundamento geral da comunicação.

Apresentada dessa forma, no entanto, isso pode levar a duas interpretações equivocadas a respeito da Gramática. A primeira delas é que o estudo da Gramática implica apenas em ficar decorando aquelas classificações taxonômicas que aprendemos no colégio como “adjunto adverbial”, “verbo transitivo indireto”, “modo presente do subjuntivo” ou “Oração Implícita do passado mais que perfeito”, entre outras coisas assim.

Laurent_de_La_Hyre_-_Allegory_of_Grammar_-_Walters_37862.jpg

Laurent de La Hyre – Allegory of Grammar

Até porque, pelo pouco que sei, esse tipo de classificação mais rigorosa deixou de ser usada na Escola em prol de um ensino mais fluido e próximo da versão coloquial da linguagem. O que, na minha opinião, é algo positivo.

Por esse motivo, essa fase do processo não deve ser vista meramente como o aprendizado das regrais gerais de enunciação, mas como um período de exposição e consequente absorção de diferentes modelos e estilos narrativos, o que inclui não apenas textos escritos em linguagem formal, mas também textos líricos, poéticos, acadêmicos, jornalísticos, além de diferentes modelos narrativos, como a crônica, a poesia, o Romance, além da música, filmes e peças te teatro.

Em outras palavras, se uma pessoa quiser aprender a escrever, ela primeiro precisa aprender a ler. Isso pode parecer óbvio, mas da mesma forma, se uma pessoa que quer fazer música precisa ouvir muita musica, uma pessoa que quer pintar precisa ver muitas pinturas e uma pessoa que quer escrever bem precisa ler muito para adquirir tanto o vocabulário, quanto o conhecimento dos diferentes estilos necessários para a construção de um repertório pessoal.

O segundo ponto é que aprender Gramática parece implicar em apenas em aprender a respeitar as regras, como se fosse necessário seguir uma espécie de cartilha que ditasse como tudo pode e deve ser escrito. O conhecimento da Gramática, no entanto, não implica apenas em conhecer e seguir as regras, mas também instintivamente compreender quando e como essas mesmas regras podem ser quebradas, sabecumé?

Lógica

A Lógica, como o próprio nome afirma, contempla os aspectos lógicos da linguagem responsáveis pelo ordenamento dos elementos na transmissão de uma mensagem. Originalmente, o termo utilizado para essa fase era Dialética, mas esse termo passou a se confundir mais tarde com o método especulativo de mesmo nome utilizado tanto por Hegel quanto por Marx para analisar a sucessão dinâmica de forças em conflito na sociedade responsáveis por determinar o rumo dos acontecimentos históricos.

Desse modo, para simplificar e ordenar essa análise eu farei uma distinção entre dois diferentes métodos de análise lógica:

  • O Método Analítico – desenvolvido com base na proposições axiomáticas da Matemática.
  • A Dialética – método de diálogo e comparaçãoentre duas idéias opostas frequentemente utilizado nas Ciências Humanas.

Longe de ser mero acaso, essa distinção pode ser vista como uma derivação do famoso debate epistemológico entre Karl Popper e Thomas Kuhn. Enquanto Popper era mais próximo do positivismo analítico, Kuhn apresentou uma visão mais “estruturalista”, baseada em uma sucessão de estruturas mentais (paradigmas) que seriam gradualmente mais capazes de explicar o mundo (na verdade, não é beeeeem assim, pois essa divisão não é tão certinha, mas por uma questão prática vamos supor que seja).

Método Analítico

O método analítico é baseado no conceito de lógico de formalizações matemáticas em que a validade de uma afirmação aplica na validade de outra afirmação, por exemplo  “A → B”, ou seja, A implica em B. Um exemplo famoso de aplicação disso é seguinte silogismo:

  1. Todos os homens são imortais
  2. Sócrates é um homem
  3. Logo, Sócrates é imortal

Outro que eu gosto bastante é o tal Paradoxo de Steve Wonder:

  1. Deus é amor.
  2. O amor é cego.
  3. Steve Wonder é cego.
  4. Logo, Steve Wonder é Deus.

O mais importante nesse tipo de método é que você saiba quais são as premissas e o que você está pressupondo como hipóteses gerais, ou seja, o que você está pressupondo que existe e o modo que você pressupõe que o mundo funciona para que você possa provar as conclusões que você deseja chegar em seu texto.

O que eu acabei de descrever pode parecer muito abstrato para algumas pessoas e óbvio para outras, então vamos supor que você tenha que provar a seguinte frase abaixo

1 + 1 = 2

Parece óbvio não? Pois é, não foi o que pensaram Bertrand Russel e Alfred Whitehead que escreveram “Principia Mathematica”, uma obra em três volumes que tinha como objetivo  TENTAR prover um fundamento lógico para a Matemática. De acordo com o método maluco desenvolvido por eles mesmos, a sentença acima só conseguiu ser provada na página 370.

Isso ocorre porque qualquer tipo de operação matemática usual exige o que se chama de axioma, que é uma afirmação considerada tão óbvia que é evidentemente necessária e verdadeira. Na afirmação acima, por exemplo, supõe-se por axioma que o conceito do “1”, “2”, soma e igualdade são tão óbvios que não precisam ser provados.

Logic_jbad3-v

O que a Lógica Analítica proporciona, portanto, é um método que permite identificar quais são os principais elementos que compõem uma determinada afirmação e como eles podem ser progressivamente desconstruídos em um processo de engenharia reversa, até que se chegue aos fundamentos ou às hipóteses gerais que compõem aquele discurso.

Esse processo é muito semelhante ao método dedutivo que ficou famoso nas histórias de detetive como Sherlock Holmes e Hercule Poirot: exclua todas as falsas relações e suposições que um determinado caso possa apresentar até que você chegue em uma afirmação que só possa ser absolutamente verdadeira.

Obviamente, nem todo tipo de texto ou mensagem precisa ter esse mesmo nível de rigor. Uma poesia, um Romance ou mesmo uma música não precisam ser “provados”, mas mesmo esses genêros apresentam algum tipo de estrutura lógica interna que permite que seus elementos possam ser ordenados.

Dentro da ficção, por exemplo, um desses processos lógicos é a chamada verossimilhança, que é responsável por elencar a ordenação entre imagens e idéias em uma determinada obra, sendo que existem dois tipo de verossimilhança:

  • Verossimilhança Externa:  implica a coerência dos fatos narrados com a realidade.
  • Verossimilhança interna: coerência dos elementos internos de uma mesma obra entre elas mesmas.

Dialética

 O significado original da palavra Dialética é “discussão por meio de perguntas e respostas”, ele é um método de diálogo e construção de teses em que uma determinada ideia é suscetivamente questionada até que suas contradições sejam expostas, excluídas e a conclusão final possa atingir um resultado minimamente satisfatório.

Nesse sentido, a Dialética se confunde com a própria Filosofia como método de investigação e inquisição sobre o mundo. Como consequência, não é possível dizer que exista apenas uma única Dialética, mas diferentes métodos dialéticos que variam com o estilo de cada pessoa ou praticante. Se por um lado isso dificulta explicar o que é dialética, por outro me dá mais liberdade de estabelecer a minha própria versão do que seria a Dialética. \o/ \o/ \o/

259019

Aracne o la Dialettica – Pablo Veranese

Um dos métodos dialéticos mais famosos é daquele chato do Sócrates, que funcionava com base na desconstrução progressiva de conceitos. Quando alguém lhe afirmava “Fulano é justo”, ele respondia “Mas o que é ser justo?”, ai o cara respondia “ser justo é tal coisa” e Sócrates respondia “mas isso não é ser ético?”, ou algo do tipo. E com isso a conversa durava a tarde toda regrada a cerveja e batatinhas.

No entanto, mesmo que o método de Sócrates seja bem famoso (e bastante divertido), na minha opinião ele acaba não sendo o mais produtivo, pois tende a tornar a discussão em um caráter mais semântico, ou seja, mais sobre o significado das palavras do que sobre uma contraposição e evolução progressiva de conceitos.

Assim, eu prefiro pensar no método Dialético como uma mistura entre os conceitos da Ética Aristotélica e a Dialética Hegeliana, pois as duas propõem uma espécie de equilíbrio dinâmico do sujeito e da própria proposição entre conceitos opostos.

A principal diferença entre duas é que enquanto a Ética Aristotélica define a virtude como um equilíbrio entre dois pontos, um vício por deficiência e um vício por excesso – a coragem seria um equilíbrio entre a covardia e a temeridade, por exemplo  – a Dialética Hegeliana descreve a evolução dos processos históricos, tanto individuais quanto coletivos, como a interação da tese com a sua antítese, que seria um elemento oposto porém complementar, que por sua vez gerariam uma síntese.

Da mesma forma, o processo de desenvolvimento do componente lógico de um determinado texto ou mensagem pode ser visto como uma sucessão de teses e suas consequentes negações ou contradições em uma espécie de diálogo interno que pode apresentar um maior ou menor nível de tensão e/ou conflito.

Esse desenvolvimento pode tanto se apresentar tanto de uma maneira mais dissertativa, por meio de um debate formal entre conceitos opostos – “Quem é melhor pra regular a Economia? O Estado ou o Mercado?”, “Aborto deve ser legalizado ou não?” – quanto de maneira lúdica, por meio de uma contraposição narrativa – o herói precisa superar uma dificuldade, o poeta se vê diante de uma crise existencial, etc.

Claro que nem todo tipo de texto precisa operar nessa lógica binária e booleana da tese e seu oposto ou de uma afirmação e sua consequente negação. É apenas que o jeito mais fácil de começar a se analisar um determinado problema geralmente é dividindo-o em dois aspectos – o que certamente explica a atual obsessão das pessoas em reduzir qualquer análise política em Direita e Esquerda – mas isso não impede que você venha levantar e elencar ordenar os N aspectos existentes de uma determinada questão. Provavelmente só vai levar mais tempo, papel, além de aumentar a complexidade de sua análise.

Retórica

Por fim, a última fase do processo de transmissão do Trivium é a Retórica. Nessa última fase, tradicionalmente o aluno teria que desenvolver um Trabalho ou Ensaio, apresenta-lo e defende-lo diante de uma banca de especialistas que o criticariam arduamente. Essa mesma estrutura se perpetuou até os dias de hoje nas bancas de Trabalho de Conclusão de Curso, Mestrado e Doutorado.

Na antiguidade, a retórica tinha uma importância muito grande, além de um grande foco na oratória, pois era muito importante tanto para Nobres quanto outras pessoas bem nascidas que elas tivessem a capacidade de convencer as pessoas a favor de um determinado assunto ou uma causa. Nesse sentido, Aristóteles definia a Retórica como a “capacidade de observar e reconhecer os meios de persuasão em um determinado ambiente”.

Knight_academy_lecture_(Rosenborg_Palace)

Lecture in a Knight Academy – Rosenborg Castle

A Retórica era considerado algo tão importante e precioso que é considerado como um dos motivos pelo qual Sócrates foi morto, pois ele estava ensinando ao jovens de Atenas tanto a Dialética quando a Retórica de forma aberta e gratuita, enquanto que os Sofistas cobravam para ensinar. Além disso, antes de se tornar a figura responsável por determinar a interpretação oficial dos Evangelhos Cristão, Santo Agostinho também era um professor de Retórica e ganhava a vida ensinando o seu ofício para jovens bem nascidos.

Nos dias hoje, no entanto, devido à multiplicação dos meios de comunicação e a importância cada vez maior dada para a Publicidade como meio regulador e legitimador das mensagens, a Retórica Contemporânea se confunde muito tanto com a Estética quanto a Semiótica.

A Estética é o campo que estuda a beleza e os fundamentos da Arte. Ela é importante dentro da retórica porque as pessoas geralmente se mostram mais dispostas a receber e concordar com uma determinada informação ou mensagem se ela se apresentar esteticamente coerente. Não que ela precise ser necessariamente bela, pois algo pode se apresentar de maneira feia ou repulsiva, mas ainda pode ser esteticamente agradável aos olhos.

Já a Semiótica é o campo que estuda os fenômenos culturais como uma mediação de símbolos e signos, sendo que mesmo palavras podem ser consideradas como signos de um modelo de representação escrita. O que a Publicidade faz é otimizar a transmissão de mensagens ao público ao combinar diferentes símbolos em uma mesma imagem de maneira esteticamente agradável criando uma espécie de espétaculo, que como descrevia Guy Debord em “A Sociedade do Espétáculo”, “não é uma coleção de imagens, mas uma relação social entre pessoas mediada por imagens”.

Outro ponto importante da Retórica é saber pra quem e pra quantas pessoas você está direcionando suas mensagens. Como define a Teoria da Comunicação, quanto mais complexa é sua mensagem menos pessoas ela vai atingir, mas quanto mais simples ela for, mais pessoas ela vai alcançar, como eu já comentei em um texto anterior.

st-augustine-2-1

Santo Agostinho

O mais importante a perceber é que no processo de transmissão de uma mensagem ou ideia, na prática a Retórica não consegue ser desvinculada da Lógica ou da Gramática, pois o modo como a mensagem se transmite acaba determinando o próprio caráter da ideia em si, ou usando um jargão conhecido da Publicidade “O meio é a mensagem”.

Ironicamente, as pessoas que geralmente tem maiores problemas de retórica são geralmente as pessoas que sabem mais coisas sobre um determinado assunto, pois exatamente como elas são tem muita coisa para passar, elas acabam se vendo limitadas no que elas conseguem repassar.

Uma das estratégias que mais ajudam a combater isso é fortalecer a imaginação por meio do exercício narrativo, uma das técnicas mais antigas utilizadas pelo homem e que remontam ao período tribal em que as pessoas se sentavam em círculo em volta do fogo e se revezavam para contar histórias de caçador.

Pela sua natureza linear, a narrativa acaba sendo o método de fácil tanto para o ensino quanto a absorção de conhecimento, principalmente pela sua capacidade de proporcionar propósito. Nesse sentido, embora a retórica normalmente seja tradicionalmente vista como a arte da persuasão, ela poderia ser alternativamente interpretada como a Arte de atribuição de significados.

 

Conclusão

Como os mais atentos puderam perceber, a minha interpretação pessoal do Trivium considera que a Gramática, a Lógica e a Retórica podem ser compreendidos como os processos responsáveis por atribuir respectivamente os componentes Formais, Lógicos e Estéticos por trás da construção de uma determinada mensagem. No entanto, como um método voltado à compreensão dos elementos abstratos que fundamentam a linguagem e permeado em si mesmo de diversos elemento simbólicos, o Trivium acaba permitindo múltiplas interpretações.

Mesmo sendo um método muito antigo, ele é bastante útil não apenas para qualquer pessoa interessada não apenas em melhorar sua escrita e outros métodos de comunicação, mas também para que qualquer pessoa possa analisar de maneira mais crítica as milhares de mensagens que ela recebe diariamente seja por meio de artigos de jornais, propagandas na Tv ou memes na Internet. Isso ocorre porque a partir do momento que ela sabe como desenvolver um discurso ou suas próprias idéias, ela também se torna hábil desconstruir o discurso produzido pelos outros.

Infelizmente escrever não é nem nunca foi um hábito frequente da cultura brasileira, mesmo entre sua elite. Esse traço é muito claro principalmente para historiadores devido à ausência de diários de viagens retratando como era a vida durante o período colonial, muito diferente da abundância geralmente encontrada em países de cultura anglicana.

Gilberto Freyre atribui essa disparidade à Religião, pois enquanto os habitantes de países de tradição católica geralmente confessavam seus segredos ao Padre, enquanto habitantes de países católicos podiam recorrer ao confessionário, ao membros de países protestantes só restava o refúgio do papel. Que possamos reparar isso daqui pra frente.

Referências

SILVA, Cláudio Henrique – VIRTUDES E VÍCIOS EM ARISTÓTELES E TOMÁS DE AQUINO: OPOSIÇÃO E PRUDÊNCIA, Unicamp – http://www.ifch.unicamp.br/cpa/boletim/boletim05/08silva.pdf

CIRNE-LIMA, Carlos – Dialética para Principiantes – http://pt.scribd.com/doc/110240443/Carlos-Cirne-Lima-Dialetica-Para-Principiantes#scribd

CENCI, OLIVEIRA,CÔMOLO – DEFINIÇÃO E USOS DA DIALÉTICA EM ARISTÓTELES – ALGUMAS NOTAS – http://www.unifra.br/eventos/seminariopibid2012/Trabalhos/7578.pdf

 

Advertisements
Leave a comment

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s

%d bloggers like this: