Como foi que entramos nessa crise?

Não são dias fáceis para a presidente Dilma. As notícias de corrupção na Petrobras, os recentes protestos e uma endêmica insatisfação popular estão andando de mãos dadas com uma inflação crescente, um crescimento econômico nulo ou próximo de zero e de um forte desequilibrio nas contas do governo. Pra piorar, as medidas de ajuste fiscal anunciadas, juntamente com as concessões políticas que o Governo Dilma vem fazendo dano junto aos partidos aliados e serviram até o momento apenas para minar toda a base de apoio popular que o governo Dilma e o PT construiram ao longo dos útlimos 12 anos.

08-30-Dilma

Essa perda de apoio popular parece ocorrer pela incoerência entre a narrativa construída pelo PT durante as eleições e as medidas anunciadas após a reeleição da Dilma. Isso porque embora fosse claro para economistas e outros especialistas que um profundo ajuste econômico seria necessário independente do candidato eleito, diante do disputado cenário de corrida eleitoral a campanha eleitoral da Dilma decidiu reforçar um discurso de polarização e críticas pesadas aos adversários, acusando-os de terem como objetivo beneficiar os ricos e interromper as políticas sociais iniciadas no governo Lula. Algo que, para muitos críticos do governo, foi praticamente um estelionato eleitoral.

Enfim, essa é a parte da história que a maioria conhece. O que nem todos sabem é como chegamos ao atual cenário, que não se trata exatamente de uma crise estrutural sobre os fundamentos econômicos do país, mas sim de um desarranjo econômico momentâneo, provocado basicamente por algumas decisões erradas de investimento e uma teimosia em insistir em um modelo de crescimento baseado no consumo e na expansão demanda que já vinha apresentando sinais de esgotamento há alguns anos.

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