Big Data e o futuro das Ciências Humanas

Apesar da Economia ser uma ciência que se baseia muito em equações, gráficos e modelos
matemáticos, as pessoas parecem esquecer frequentemente que ela se trata de uma ciência social e, portanto, pertencente à área de ciências humanas, tendo como foco principal investigar o comportamento social, tanto individual quanto coletivo.

No caso, a principal diferença da Economia em relação a outras ciências humanas é que, diferente de outras áreas como a Ciência Política que não possui um meio objetivo de mensurar as relações de poder ou da Psicologia que não tem um elemento numérico que sirva pra medir psique por exemplo, a economia teve a “sorte” de contar desde o início com uma variável que serve perfeitamente para mensurar as relações econômicas: o dinheiro.

Sim, o simples fato de que voce pode empilhar notas de dinheiro até o teto (uma imagem que poucas pessoas encaram de forma “científica”) e de ser possível trocar dinheiro por uma quantidade fixa de outros produtos que podem ser contabilizados fez com que a economia pudesse avançar tendo como base não apenas a lógica filosófico-especulativa existente em outras ciências humanas, mas que pudesse ter desde muito cedo suporte de outras áreas de Exatas como a matemática e a Estatística

Mas isso vem mudando nos últimos anos graças à Internet (sempre ela) e a consequente disponibilização massiva de um grande volume de dados online. Não se trata apenas de bases de dados públicas como prestação de contas do governo, mas também do registro massivo de dados feitas por usuários através de sites, aplicativos ou das redes sociais.

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