Por que os juros são tão altos no Brasil?

Resposta errada: Culpa dos banqueiros e rentistas que querem garantir seus privilégios.

Reposta curta: Ninguém sabe ao certo.

Reposta nem tão curta: Ninguém sabe ao certo, mas entre os fatores frequentemente levantados estão o baixo nível de poupança doméstica, o déficit fiscal do governo, a segmentação do mercado de crédito e o oligopólio do setor bancário.

Resposta longa: Ninguém sabe, porque se soubessem já teria sido resolvido. Embora seja uma discussão central, esse na verdade é um dos temas que mais encucam os economistas há mais de uma década, sendo tema de diversos artigos acadêmicos em que cada um dos autores acaba levantando diferentes fatores.

Exatamente por ser um tema aberto ainda em discussão, não esperem uma solução pronta da minha parte. Ainda assim, eu pretendo dar um apanhado geral das principais teorias em voga hoje em dia.

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A Muralha Econômica

“A Curiosa Tarefa da Economia é demonstrar aos homens o quão pouco eles sabem, sobre o que eles imaginam que podem criar” – F. A. Hayek, “A Arrogância Fatal”

Quando tinha uns 15 anos, a Globo passou uma mini-série chamada “A Muralha”. Essa atração, que provavelmente foi uma das produções dramaturgicas nacionais mais interessantes que eu já assisti, era protagonizada por três mulheres que precisavam atravessar a Serra do Mar para chegar à São Paulo, que, dentro do enredo no período colonial da época dos bandeirantes no qual a série se passava, não era muito mais do que uma pequena vila colonial, como aquelas pequenas cidades retratadas nos filmes do velho Oeste.

No caso a “Muralha” era a própria Serra do Mar, a maior cadeia de montanhas do Brasil e que servia como uma metáfora para o grande obstáculo que as protagonistas teriam que ultrapassar para alcançar os seus sonhos.

Bom… na verdade as personagens se esforçavam muito pra atravessar a Serra e chegar em um lugar que era pior do que onde elas estavam antes (Dom Jerônimo que o diga!). O que, de certa forma, é uma metáfora feminista bem interessante de como a vida da mulher era difícil naquela época (e em muitos casos, ainda é até hoje).

Mas o meu ponto é que, da mesma forma que aquelas mulheres encontraram uma grande barreira nos seus caminhos, as pessoas hoje em dia também encontram uma grande barreira para a realização de suas empreitadas, sejam elas políticas, artísticas ou empresariais.

Essa “barreira” se chama Economia.

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