Por que só tem comunista no Brasil?

Esse post é mais uma resposta sobre o clima de debates que está cercando as mídias sociais. O título desse post poderia ser também “Por que só temos intelectuais de esquerda no Brasil?”, ou ainda “Porque não existem intelectuais liberais no Brasil?”. Mas preferindo seguir as premissas do jornalismo sensacionalista eu resolvi manter a polêmica do título.

Basicamente o que eu defendo nesse post é que toda a tradição intelectual humanista brasileira é quase exclusivamente de esquerda, formada à partir de uma matriz marxista ou influenciada por algum traço do marxismo-cultural europeu, com pouco ou quase nenhum espaço para a disseminação de filosofias liberais ou de um pensamento liberal-progressista.

A resposta pra pergunta do título não é simples e nem curta, mas é historicamente possível de ser respondida, Só que pra isso eu terei que alternar entre a história dos Estados Unidos e do Brasil.

Revolução Americana

 Inicialmente precisamos ter como referência o que representou a Revolução Americana. Simbolicamente a Revolução Americana é vista como uma revolta liberal contra as arbitrariedades feitas por um governo opressor.

As treze colônias americanas que deram origem à colonização inglesa no continente americano que até então tinham vivido durante 150 anos sem quase nenhum tipo de interferência externa passaram a ver um grande número de impostos e probições criadas pela Inglaterra, afetando o modo de vida e a liberdade das pessoas.

 
Inicialmente as reações dos colonos foram pacíficas, se limitando a exigir a representação de americanos no parlamento inglês ou através de boicotes aos produtos ingleses. Porém, o clima de revolta e motim foi se tornando cada vez mais forte até que as principais cidades, como Boston, começaram a sofrer violentas revoltas que terminaram com um grande número de mortos e feridos.
Esse crescente clima de revolta foi então liderado pelo grupo de George Washington & Cia que instauraram um clima de constante guerrilha urbana e rural no país. Existiram sim, é verdade, algumas batalhas campais, mas o principal responsável pela derrota da Inglaterra foi a manutenção do clima de constante tensão e revolta que durou vários anos e que eventualmente levou a Inglaterra a perceber que ela estava gastando muito mais com tropas e soldados do que poderia ganhar mantendo a colônia.
Mais tarde tal traço se tornou parte integrante do chamado “Mito da Nação” e, consequentemente, da cultura política americana. Tanto que o conceito do povo poder se rebelar a qualquer momento contra um governo opressor foi algo incorporado dentro da própria constituição americana. Incluso aí está a manutenção do direito de todo o americano ter armas, o que simbolicamente representa o seu direito a iniciar uma nova revolta contra um outro governo opressor.
Se vocês quiserem saber mais detalhes sobre a revolução americana você podem jogar “Assassins Creed 3” ou ouvir o Nerdcast sobre revolução americana aqui (o programa mesmo começa em 19:40).

Enquanto isso no Brasil…

 É muito comum aquela frase popular “Como é que um país com tantas riquezas como o Brasil pode ser tão pobre?”. Bom, foram exatamente essas riquezas e a grande ambição de Portugal como Metrópole que provocaram o atraso no desenvolvimento do Brasil.
 O Brasil, diferente do que ocorreu nos Estados unidos, nunca experimentaram a liberdade das colônias americanas. Pelo contrário, a colonização do Brasil e a exploração dos recursos naturais como o ouro e a cana-de-açucar sempre foi muito bem monitorada por Portugal, que sempre limitou as atividades que poderiam ser feitas no país. É bem verdade que existem recentes descobertas historiográficas que contrariam em parte essas afirmações, mostrando que o Brasil gozava de uma grande liberdade de atuação dentro da colônia.

Ainda assim, devido às imposições oficiais regidas pela metrópole o Brasil se viu limitado a atuar como um exportador de bens agrícolas e outros produtos que eram de interesse da Portugal. Isso por exemplo a impediu de desenvolver uma indústria e, consequentemente, de desenvolver tecnologia ou conhecimento técnico, o que limitou a livre criação e exercício de uma série de profissões no Brasil.

Devido a essas limitações, profissões como médicos e advogados nunca conseguiram ser desenvolvidas plenamente, impedindo a formação de uma autonomia intelectual liberal no Brasil.

Diversas atividades hoje consideradas básicas – como a implantação de um Banco, Universidades e até mesmo uma imprensa – só puderam ser feitas oficialmente aqui depois da vinda do Rei Dom João VI ao Brasil, quando fugiu de Napoleão Bonaparte em 1808.

O resultado final é que o Brasil acabou se tornando um país de perfil católico conservador, governado por grandes donos de terra e de perfil escravista. Esses mesmos donos de terra tinham pouco interesse real em trazer inovações ou democratização no Brasil, apenas interessados na manutenção de seus privilégios. Os dois partidos que existiram durante o imperio por exemplo, o Partido Liberal e o Partido Conservador, tinham quase nenhuma diferença entre si, servindo apenas pra alimentar a disputa de cargos entre a elite brasileira.

A América para os Americanos

Mesmo depois da Revolução Americana os Estados Unidos ainda eram um país muito dividido e instável, sendo que na prática cada região tinha sua própria legislação. Isso só se alterou definitivamente depois do fim da Guerra Civil em 1865, quando as colônias do Norte mais industrializado ganharam das colônias do Sul, que tinham uma economia baseada em produtos agrícolas, levando a uma maior federalização do país.

Verdade seja dita, embora os americanos tenham sido muito bons em implantar uma democracia liberal em seu próprio país, eles nunca tiveram interesse real em disseminar esses mesmos ideais liberais para outros países. Pelo contrário, os Estados Unidos sempre foram muito agressivos em defender os interesses de seus cidadãos e do seu estado, mesmo que isso ferisse os interesses dos cidadãos de outros países.

Essa política agressiva dos Estados Unidos em defender e ao mesmo tempo expandir agressivamente os seus interesses nacionais em todo o mundo ficou conhecida como Imperialismo Americano, que é uma clara alusão ao Império Romano e suas tendências expansionistas. Exemplos dessa postura agressiva na defesa dos interesses nacionais e expansão de sua fronteiras podem ser ilustrados pela Guerra Hispano-Americana, o confronto com os índios e a Guerra México-Americana.

A principal diferença é que enquanto o Império Romano buscava expandir sua influência através da expansão de seus exércitos, os Estados Unidos expandiram sua influência economicamente, através das empresas e relações comerciais que estabeleciam com os outros países da América e do mundo. Mas a fórmula não era nova, ela havia sido usada pelo menos um século antes durante a formação do Império Britânico, que atingiu seu auge durante a era Vitoriana.

Isso se expressou não apenas através de produtos industrializados, mas também através de sua indústria cultural: Hollywood, que permitiu propagar o estilo de vida americano e de seus produtos ao restante do mundo, mas sem conseguir disseminar seus ideais democráticos com a mesma eficácia.

Deus é Brasileiro

Enquanto isso, no mesmo período o clima de marasmo político no Brasil governado por grande Senhores de Terra se mateve durante anos, sendo alvo mais forte de críticas apenas por uma pequena elite intelectual durante o final do século XIX, o que acabou levando à instauração da República em 1889.

Porém, apenas no começo do século XX com o aprofundamento do processo de urbanização e de industrialização e o consequente surgimento da classe média no Brasil é que houve uma reação à política brasileira do Estado Velho, comandada por produtores agrícolas de São Paulo e Minas Gerais.

Essa revolta crescente feita pela classe média foi canalizada através do movimento tenentista e por fim liderada por
Getúlio Vargas. O mesmo comandou o Estado Brasileiro com mão de ferro durante 15 anos, promovendo investimentos públicos necessários e atendendo aos interesses da classe média urbana através, por exemplo, dos direitos trabalhistas que conhecemos hoje.
Ao mesmo tempo que a década de 30 marcou o surgimento dessa nova classe média no Brasil, ela também foi o momento da propagação do Marxismo-cultural em todo o mundo. Naquela época os Estados Unidos se encontravam em uma crise econômica e a União Soviética estava em plena ascensão e crescimento econômico, o que, juntamente com a propaganda oficial financiada pela União Soviética e o modelo de Marxismo-Cultural criado no âmbito da escola de Frankfurt, serviu de estímulo à propagação dos ideais marxistas-comunistas em todo o mundo, incluindo o Brasil.
Essa propagação do Marxismo-Cultural não atingiu a todos os segmentos, mas principalmente os setores intelectuais e de outros profissionais autônomos que liam e tinham acesso a livros, peças de teatro, além do restante da produção cultural humanista européia com orientação marxista ou de esquerda publicados. Isso levou à uma instauração de uma cultura política de esquerda com forte matriz marxista no Brasil, que operava principalmente através dos partidos comunistas.

Porém, a maior parte da população continuou com a mesma postura conservadora católica que se tornou predominante durante a colonização. O restante da massa portanto ou não se interessava pelo marxismo ou simplesmente não questionava as posturas consumistas propagandeadas pela publicidade através da indústria cultural americana.

Tivemos portanto dois canais de propagação cultural distintos durante o século XX: um por via majoritariamente escrita que através de obras escritas atingiu diretamente uma classe intelectual minoritária e outra por uma via visual que atingiu principalmente a classe média conservadora.

Coxinhas Miguxos x Revolucionários de Padaria

Portanto, o que vimos no Brasil foi a configuração da polarização do debate entre dois extremos: de um lado a classe média católica conservadora (as pessoas da sala de jantar como na música dos mutantes) e do outro intelectuais de esquerda fortemente influenciados pelo marxismo-cultural. Nunca houve portanto o desenvolvimento de uma cultura política liberal no Brasil, apenas a expressão de um receituário, que acabou se traduzindo no atual corolário econômico.

Esse (falso) debate entre esses dois extremos se tornou ainda mais acalorado e polarizado dentro do contexto da Guerra Fria, onde as duas principais potências disputavam qual seria o modelo econômico preponderante em todo o mundo: o capitalismo liberal dos Estados Unidos ou o estatismo comunista da União Soviética.

Obviamente as idéias do marxismo-cultural não eram bem vistas pela maior parte da população conservadora-católica brasileira que durante anos passou a ter medo de que uma revolução comunista pudesse ocorrer no Brasil. É muito difícil analisar hoje se esse perigo era real ou não, mas o importante é que esse temor foi responsável por gerar um apoio cada vez maior da classe média conservadora à uma intervenção militar no Brasil, o que acabou culminando no Golpe (ou Revolução como preferem outros) feito pelos militares em 1964 e que foi fortemente apoiada por vários segmentos da população (Exatamente da mesma forma que ocorreu o golpe do Egito há 1 ano atrás).http://youtube.googleapis.com/v/0gtOCrBO54I&source=uds
Durante a ditadura militar no Brasil houve o fechamento de todos os orgãos de imprensa que tivessem características progressistas ou que criticassem o governo, restando apenas os orgãos que, embora não necessariamente elogiassem, também não criticavam o governo. Isso acabou gerando uma postura conservadora para a imprensa brasileira como um todo que, principalmente em boa em parte da indústria midiática, se mantém até hoje.

 

A verdade é que mesmo que o regime militar no Brasil não fosse reprovado pelos Estados Unidos (afinal, para eles militares no poder era melhor do que comunistas) ele tampouco era um governo com características liberais. Pelo contrário, o peso do Estado dentro da economia apenas cresceu ao longo dos anos e a economia brasileira passou a depender cada vez mais dos investimentos públicos feitos pelo governo.

Na verdade o conservadorismo base do regime militar era tão grande que uma vez no aniversário de 4 de julho dia da independência americana, um jornal foi censurado quando tentou publicar a constituição americana na íntegra. E o que esse documento tinha de tão perigoso? Nada, ele apenas falava que a fonte de poder de todo o governo era o povo. Você pode checar a versáo traduzida da constituição americana aqui se quiser.

Não confiem em ninguém com mais de 25 anos

Hoje em dia, quase 25 anos depois da instauração oficial da democracia no Brasil é possível perceber que o conservadorismo continua sendo um traço fortemente representativo da sociedade brasileira, sendo que a mesma parece apenas ter apenas transitado parcialmente de um conservadorismo católico para um conservadorismo evangélico.
Para ver isso basta acompanhar os comentários do deputado Pastor Marco Feliciano no Twitter, que em suas indagações simplesmente reflete o pensamento de uma parcela da população que o elegeu e que concorda com suas idéias.
Mas enfim, para os novos interessados em política que passaram a se interessar sobre assunto após os protestos pela internet. O motivo de parecer ter um “monte de comunista” nos debates que estão acontecendo sobre os protestos é porque boa parte da intelectualidade brasileira tem como fortes influencias as doutrinas marxistas ou outras fontes relacionadas ao marxismo-cultural. Então, por mais estranho que pareça, a cultura política esquerdista ou marxista parece ser a única cultura política com alguma tradicionalidade na história brasileira.
Ainda assim, passados quase 25 anos desde que a ditadura militar acabou, surgiu uma nova geração de jovens. Essa nova geração, espantada diante das dezenas de absurdos desfilados diariamente na prática política, não se ve representada nem pelo atual paradigma político que tem resquícios da ditadura e nem pelas linhas de esquerda de referência marxista.
No entanto, eu náo estou defendendo que os jovens precisam correr atrás do tempo perdido e começar a ler desesperadamente obras de Toquevile, Benjamin Franklin, John Locke e Abraham Lincon. Querendo ou não vivemos hoje em dia em um mundo muito mais caótico e internético do que na época do liberalismo clássico e devemos portanto ter a liberdade de definir nossas crenças à partir do mundo que vivemos hoje.
Mas eu acredito que os ideais políticos liberais baseados na luta contra governos e outras instituições que provoquem qualquer tipo de opressão ao indivíduo seriam sim uma otima adição que ajudaria na qualidade dos debates. Além disso, acho possível efetuar esse debate sobre liberalismo sem abrir mão de uma postura crítica em relação aos Estados Unidos e sem a constante esquerdofobia que parece cercar grande parte da intelectualidade que se considera liberal no Brasil.
E antes que alguém venha me dizer que existem sim centros no Brasil que ensinam liberalismo, eu infelizmente devo dizer que discordo. Mesmo sites como o Instituto Mises ou o Instituto Liberal do Rodrigo Constantino não tem como referencial o liberalismo clássico político, mas sim o Neo-Liberalismo econômico.
Mas eu nem vou entrar na questão do Neo-Liberalismo. Isso é papo pra outro dia.
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4 Comments

  1. desconsiderou que houve Partido Liberal no Brasil ainda na década de 60 do século XIX, ele precisa ler este artigo : DANTAS, Monica Duarte . Partidos, liberalismo e poder pessoal: a política no Império do Brasil.. Almanack Braziliense, v. 10, p. 3, 2009.

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  2. Se algum estudante de universidade pública for liberal, ele tem todo o direito de reunir um grupo de liberais e começar a discutir, e assim tentar espalhar a ideologia liberal, assim que o marxismo-cultural cresceu mesmo em pleno auge da Ditadura Militar, ao mesmo tempo em que o Marxismo-Cultural começou a ser propagado nas universidade públicas (principalmente na USP) o Mackenzie criou o CCC-Comando de Caça aos Comunistas, como o próprio nome já diz, é um grupo de ideologia mais conservadora, e até hoje o Mackenzie é uma universidade conservadora, mas sim, o texto ta certíssimo, em toda a sua comparação histórica explicando o porque você tem a grande e esmagadora maioria da classe média brasileira com um perfil conservador, e porque os nossos poucos intelectuais são marxistas, concordo com o texto em sua maioria, discordo quando diz que Anonymous do Brasil é uma sombra perto dos Anonymous dos EUA, em dois anos a pagina mais antiga que é da equipe br4sil com divulgação a nivel nacional conseguiu ter mais de um milhão de likes, mais do que a Anon de lá conseguiu em 7 anos com divulgação a nível mundial, descordo também quando ele fala que a juventude atual não apresenta caráter marxista, pois pelo menos na minha escola todos os que se interessam sobre política tem influências marxistas em suas ideias, atualmente tanto ideias liberais quanto marxistas vem sendo propagadas na internet, e pra mim não vai demorar muito pros miguxos começarem a se organizar nas universidade, e em um futuro mais ou menos próximo acredito que teremos um numero maior de intelectuais marxistas junto a uma pequena parcela de intelectuais liberais. E pra finalizar uma coisa que faltou no texto foi citar os movimentos sindicais que ao mesmo tempo inspirado em ideias marxistas também tinham um perfil católico e conservador, e isso junto a tudo que foi dito no texto nos ajuda a compreender o quadro político no Brasil, você tem uma maioria de partidos conservadores, ai tem uma grande parcela de partido de centro esquerda vindo dos sindicatos, e uma minoria de partidos marxistas formados por intelectuais, e nenhum partido liberal, exceto o PSDB, PMDB e o DEM(PFL) que foram formados nos movimentos de diretas já, e são liberais no sentido econômico, mas no sentido de liberdades individuais já são conservadores, semelhante ao partido Republicano dos EUA

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  3. Oi Taiguara, eu li o texto e continuo mantendo minha posição.
    O artigo cita uma tendencia liberal por parte de membros de um partido por reformas que buscassem limitar o poder imperial e criar um modelo de monarquia constitucional nos moldes europeus como a Inglaterra que era a referência principal da época

    So[o que dada a imposicao constitucional nos moldes feitas por D Pedro I pela imposição de um poder moderador é muito normal esperar esse tipo de reação. Porem eu vejo isso muito mais como uma disputa de poder pela imposicao de uma monarquia constitucional do que por tendencias liberais politicas genuinas.

    Ou seja, era uma reforma que tinha um certo carater liberal apenas por conveniencia dos envolvidos, pois o proprio artigo cita que essa mesma tendencia supostamente liberal era compartilhada pelos dois partidos simultaneamente

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  4. O João, eu concordo com todos os pontos que você apontou. Sobre a sombra, espero que você aceite isso mais como uma provocação ^^

    Agora, o que eu disse no texto é que existem várias pessoas que PASSARAM a se interessar pelos protestos seja pelos Anonymous, internet ou protestos, mas que não se identifica com as ideias marxistas.

    Mas eu concordo que a grande parte das pessoas que já se envolvem com política adotam essa doutrina marxista. Uma parte delas porque as leituras marxianas mais toscas permitem você ter uma leitura simples de uma situação extremamente complexa. Quero dizer, você aprende sobre luta de classes, proletariado e capital e busca aplicar isso indiscriminadamente pra qualquer situação.

    por outro lado muitas pessoas estão adotando uma posição oposta por simples rejeição inconsciente (tipo as pessoas da matrix que percebiam inconscientemente que algo estava errado) das ideias marxistas e isso está fazendo com que elas se aproximem de teoricos conservadores como Reinaldo de Azevedo, Olavo de Carvalho e outros…

    Eu só acho que o Anonymous não deve buscar ideais generalizantes, mas conhecer os dois lados do debate pra permitir que cada pessoa possa criar seu próprio posicionamento e suas proprias convicções pessoais… e elas podem mudar completamente dependendo do assunto ou topico

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