Progressistas vs Conservadores

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Há algum tempo, fiz um texto falando sobre as diferenças entre direita e esquerda. Para isso, eu procurei fazer uma uma pequena retrospectiva sobre esses dois conceitos, como surgiram e como eles foram se alterando e se adaptando ao longo da História.

Esse tipo de retrospectiva é importante pois mostra que, longe de serem elementos com uma definição única e imutável, direta e esquerda são, na verdade, conceitos que foram alterando seu significado de acordo com os contextos de cada época e local. Isso se deve a duas razões: primeiro por esses dois conceitos estarem relacionados muito mais à uma dimensão ético-moral do que algo com um significado exato. Basta pensar na clássica definição de Deleuze que o de Esquerda é aquele que pensa no outro antes de si mesmo, colocando uma forte ênfase moral e quase missionária sobre quem se posiciona como sendo de esquerda.

Em segundo lugar, porque pelo próprio caráter relativista do conceito, não existe uma “esquerda” propriamente dita, mas apenas elementos que estariam mais ou menos à sua esquerda. O PT, por exemplo, se considera mais de esquerda do que o PSDB, enquanto o PSOL certamente se considera mais de esquerda do que o PT. Já o PSTU e PCO certamente se consideram mais de esquerda do que o PT e o PSOL e assim por diante.

Por esse motivo, embora os conceitos de esquerda e direita sejam muito interessantes para a construção da identidade de um indivíduo ou instituição, e para quem procura se localizar ideologicamente em um determinado ambiente político ou em um equilíbrio de grupos de interesse, eles acabam não sendo muito úteis para aquelas pessoas interessadas em um diagnóstico claro sobre os méritos das ideias que estão em discussão.

Por esse motivo, muitas vezes prefiro evitar esquerda e direita para descrever um determinado cenário político em prol de uma outra terminologia:Progressistas vs Conservadores.

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Trivium – A Arte de escrever bem

Ao longo da história da civilização humana, surgiram diferentes modelos de organização social e, em cada um deles, uma conceituação diferente de qual seria a formação ideal mínima esperada de uma pessoa bem-educada. Enquanto hoje em dia é esperado que a pessoa prossiga toda o ciclo escolar básico até concluir a Faculdade, quem sabe até mesmo uma pós-graduação, em culturas mais antigas essa formação poderia incluir artes marciais como os samurais no Japão Feudal, o conhecimento das poesias mais famosas entoadas em festas como a Epopéia Grega ou o Mahabharata Indiano ou até mesmo que conhecesse uma quantidade mínima das peças de teatro frequentemente encenadas na ruas da Roma Antiga.

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Ao longo da Antiguidade Clássica, no entanto, havia uma série de sete disciplinas básicas que eram esperadas que todo homem culto aprendesse, conhecidas como as Sete Artes Liberais. Essas tradição mais tarde se perpetuou durante a Idade Média por meio da Igreja Católica, período no qual elas foram divididas em dois grupos e ensinadas na seguinte ordem:

  • Trivium – grupo de disciplinas que lidam com o imaterial, incluem a Gramática, a Lógica e a Retórica.
  • Quadrivium – grupo de disciplinas que lidam com o concreto, incluem a Álgebra, a Música, a Geometria e a Astronomia.

A ideia é que o Trivium serviria como uma espécie de tripé, uma base para a posterior transmissão do Quadrivium, que são as matérias de natureza mais avançada. Naquela época, não tínhamos a atual divisão de disciplinas que vemos hoje na Escola e o Trivium foi posteriormente substituído no atual currículo pelo ensino de Português, Redação e História.

No entanto, mesmo que seja um método antigo e seu ensino tenha sido deixado de lado, a estrutura do Trivium traz muitos insights interessantes para qualquer pessoa interessada não apenas em aprimorar a sua capacidade de escrever, mas também o processo de transmissão de qualquer tipo de informação, seja por via oral, escrita ou qualquer outro meio de comunicação.

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O Passe Livre é possível?

Já se tornou parte do Calendário Oficial de São Paulo. Todos os anos, logo após a Prefeitura reajustar a tarifa de ônibus, o Movimento Passe Livre convoca manifestações trazendo milhares de pessoas para protestarem nas ruas, pintando a cidade com faixas e gritos de ordem em protestos que, inevitavelmente, descambam em conflitos que ajudam temperar o asfalto da cidade com o suave odor de gás lacrimogênio.

A maior parte das pessoas só passou a perceber isso a partir de 2013, quando os casos de violência policial contra manifestantes e jornalistas marcaram o início das chamadas Jornadas de Junho, mas na verdade o Movimento Passe Livre faz esse tipo de manifestação na cidade há mais de dez anos.

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Nesse ponto eu reconheço a coerência do MPL, uma organização que, embora tenha começado em Porto Alegre em de 2000 e se expandido em proporção nacional à partir dos debates do Fórum Social Mundial, sempre se manteve focada em seu objetivo original de reivindicar pelo Passe Livre. E isso mesmo depois que milhares de pessoas tivessem reivindicado que ele expandisse sua pauta original após a explosão dos protestos de junho de 2013. Além disso, a lógica de organizar grupos locais para se mobilizar por pautas municipais faz muito sentido.

Essa estratégia de protestar pelo mesma tema em várias cidades, por outro lado, acaba fortalecendo uma lógica baseada mais na beleza ou justiça da pauta do Passe Livre do que nos contextos locais de conseguir atende-la. Meu amigo Daniel Duque, por exemplo, recentemente publicou um artigo explicando como o aumento da tarifa de ônibus do Rio de Janeiro poderia ser contestado com base em dados da Secretária de Trânsito, como o recente aumento do número de passageiros, a redução do número de cobradores e a baixa instalação de ar-condicionados, cuja meta não foi alcançada. Só que essa mesma lógica não se aplica a São Paulo.

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Expectativas de uma Economia sem expectativas

No Romance “A Metamorfose” de Franz Kafka, o jovem Gregor Samsa um belo dia acorda em sua cama e descobre que se transformou em uma barata gigante. Essa é uma das histórias mais perturbadoras que já li, pois se baseia muito na exploração das angústias da perspectiva do personagem que, restrito à sua nova forma, não consegue sequer se comunicar com os outros.

Na história, uma das maiores frustrações do jovem Gregor era o temor de não poder mais trabalhar para sustentar sua família, pois ele havia abandonado todos os seus sonhos e começou a trabalhar como caixeiro viajante para poder pagar a dívida dos seus pais, além de proporcionar uma vida tranquila para sua irmã, a quem ele amava muito.

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Após sua metamorfose, a ausência da renda de seu trabalho como Caixeiro Viajante imediatamente fez muita falta, mas com o passar dos dias Gregor, ainda transformado em barata e restrito ao que conseguia perceber do seu quarto, notou que sua família descobriu novas fontes de renda: o pai que era aposentado conseguiu um bico como vigia noturno, a irmã começou a trabalhar como tutora e a família passou a alugar um quarto da casa como numa pousada, onde três pessoas passaram a dormir.

Dentro da narrativa, esse detalhe serve pra alimentar ainda mais a angústia do jovem Gregor ao mostrar que ele não era tão fundamental quanto pensava, mas também acaba servindo como uma ótima metáfora para ilustrar como os indivíduos se comportam e se adaptam em momentos de adversidade econômica.

A mesma coisa que se passou nessa história também ocorre em larga escala e de maneira simultânea com milhões de indivíduos como parte de um processo orgânico: as pessoas ajustam seus hábitos de consumo para uma nova realidade e buscam fontes alternativas para complementar sua renda.

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Empréstimos do BNDES e o efeito “Meia-Entrada”

Esse é um post que venho adiando há muito tempo, mas que resolvi publicar depois de ver a notícia que o Governo “assumiu” uma dívida de cerca de 214 Bilhões de Reais do Programa PSI do BNDES. Isso é muita coisa, pois pra vocês terem uma ideia o custo anual do Bolsa Família é de cerca de 30 Bilhões de Reais por ano.

Primeiro vou tentar traduzir essa matéria que está bem confusa. O PSI foi um programa criado pelo BNDES com um caráter anti-cíclico, ou seja, baseado naquele conceito keynesiano do Governo despejar dinheiro em momentos de crise para estimular a Economia. O foco do Programa era financiar a compra mais barata de máquinas e equipamentos pelas Empresas como uma forma de estimular o investimento.

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Só que esse Programa teve algumas particularidades: Primeiro, 75% desses empréstimos foram concedidos na modalidade “Automática”, ou seja, por Bancos Parceiros, sem qualquer tipo de análise prévia sobre o impacto ou a viabilidade desses empréstimos por parte do BNDES. Isso por si só já é algo bastante complicado.

Segundo, a taxa de juros desse Programa é muito menor do que o normal: cerca de 3% contra os 6% base normalmente cobrados em empréstimos do BNDES. O problema é que os empréstimos do BNDES já são subsidiados e nesse caso o governo teve que pagar uma diferença ainda maior entre os juros. Basicamente, ele teve que emitir títulos pelo Tesouro Nacional a 14% para pagar empréstimos a 3% pelo BNDES. E quem paga essa diferença? Nossos impostos.

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Desigualdade Econômica e a longa cauda das elites

Um assunto que vem recebendo muita atenção nos últimos anos, tanto no Brasil quanto no exterior, é a questão da Desigualdade Econômica. Ou seja, o fato que uma pequena parcela das pessoas detêm a maior parte da riqueza mundial.

Embora esse já fosse um tema relativamente frequente no Brasil, onde sempre apresentou um caráter mais endêmico, ele se tornou ainda mais predominante pela importância que passou a assumir nos debates internacionais a partir de 2008 com a ascensão Movimento Occupy e da discussão da divisão do mundo entre os 1% mais ricos e privilegiados e os 99% restantes.

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E o que a Economia pode ajudar no debate sobre as causas da desigualdade? Olha, sinceramente pouca coisa. Esse debate sempre teve um foco muito maior dentro da Sociologia do que na Economia, que historicamente sempre o tratou muito mais como um efeito colateral de um desequilíbrio momentâneo na relação entre capital e trabalho no processo produtivo. Desequilíbrio esse que seria contornável no longo prazo como resultado do desenvolvimento econômico dos países.

O que existia, portanto, até então era uma crença implícita que tanto a pobreza quanto a desigualdade estariam muito mais relacionados ao grau de desenvolvimento econômico de cada país e que esses problemas seriam resolvidos à medida que os países mais pobres fossem alcançando o mesmo nível dos países mais desenvolvidos.

Esse ponto de vista começou a mudar de maneira mais drástica com a Crise Econômica Financeira de 2008, que jogou boa parte da classe média tanto da Europa quantos dos Estados Unidos na linha da pobreza. Isso certamente soou um alarme no mundo acadêmico, levando autores como Robert Shiller, vencedor do prêmio Nobel em Economia em 2013, a declarar que a desigualdade crescente em todo o mundo era o problema mais importante a ser solucionado.

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Guerra de Simulacros

Aviso: eu procurei maneirar nos spoilers, mas se você não viu Star Wars – O Despertar da Força e não quiser nada sobre a trama, não leia.

Star Wars é um fenômeno cultural, disso não há dúvidas. Desde que o primeiro filme foi lançado em 1977, o universo fantástico dos cavaleiros Jedis apenas se expandiu tanto em sua mitologia quanto no número de mídias: quadrinhos, videogames, livros, jogos brinquedos, etc.

A influência gerada pela obra de George Lucas é tão grande que pode facilmente ser considerada como uma espécie de mito moderno, que influenciou positivamente milhões de jovens em todo mundo que se identificaram com a jornada de Luke Skywalker e chegando até mesmo ao patamar de religião para o fãs mais vorazes.

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Exatamente por toda essa importância mítico-histórica, eu fiquei bastante animado quando anunciaram um novo filme da saga e fui ficando cada vez mais eletrizado e com minha curiosidade cada vez mais aguçada à medida que ia chegando a data de estréia. Como estaria aquele universo 40 anos depois de terminada a saga original?!

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Cinco coisas que aprendi com Piratas

Há cerca de mais ou menos um ano e meio eu venho participando ativamente das discussões envolvendo a criação de um novo Partido Político: o Partido Pirata que, embora tenha surgido originalmente na Suécia em 2006, representa um movimento de caráter global presente em mais de 60 países cujas principais pautas são a liberdade de expressão, a horizontalidade, a transparência governamental e o livre compartilhamento de informação.

Por ser formado em uma graduação com forte ênfase em Ciência Política, sempre me interessei e busquei me atualizar quanto ao mundo político, mas resolvi participar mais ativamente nessa área depois de ver meu interesse crescer de maneira exponencial depois dos protestos de Junho de 2013.

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Munido da mesma desconfiança que o restante da minha geração em relação aos partidos políticos já consolidados, mas ainda interessado em participar do ambiente da política institucional, busquei conhecer alguns grupos e coletivos até conhecer os Piratas, que se diferenciaram dos demais grupos por suas práticas horizontais, diferente de outros partidos que normalmente são encabeçados por algum “cacique”, ao mesmo tempo que não apresentam os mesmos ranços ideológicos e vícios de pensamento de outros partidos de linha socialista, até por terem como principal referencial o ambiente da Internet e a organização das sociedade em rede.

Porém, independente da ideologia específica dos PIRATAS, esse período de participação acabou me levando a algumas conclusões importantes que me ajudaram a entender melhor o mundo político e, principalmente, porque ele apresenta determinados comportamentos e resultados.

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Uma ode ao Caos

“os romanos deixaram uma imagem dela para posteridade. Ela é mostrada como uma mulher grotesca com um visual pálido e mórbido, tinha olhos em chamas, vestimentas furadas e rasgadas, escondendo uma adaga no meio dos seios. Na verdade a maioria das mulheres são pálidas e mórbidas quando estão escondendo uma adaga em seus seios” – Principia Dischordia, página 19

A passagem acima descreve a imagem de Éris, a deusa do Caos e da Discórdia de acordo como ela era visualizada na cultura greco-romana. Sua lenda mais conhecida retrata como ela foi responsável por iniciar a Guerra de Tróia. Tudo começou quando um casamento estava sendo celebrado no Olimpo. Éris, que obviamente não tinha sido convidada, resolveu comparecer assim mesmo e lançou entre os convidados o “pomo da discórdia”, uma maçã dourada em que estava escrito “kallisti” ou “para a mais bela”, o que prontamente levou as Deusas Atena, Hera e Afrodite a disputarem o pomo entre elas.

Para resolver a disputa Zeus (que não era louco de se meter nessa) escolheu o mortal Páris, um pastor de ovelhas e príncipe de Tróia para escolher quem deveria receber o prêmio. Cada uma das Deusas tentou suborna-lo: Hera lhe prometeu poder político, Athenas lhe prometeu força na batalha e Afrodite lhe prometeu o amor da mais bela das mulheres mortais. Páris escolheu Afrodite e como recompensa recebeu o amor de Helena, que era esposa de Menelau de Esparta e cujo caso acabou levando ao início da Guerra de Tróia.

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Os antigos Gregos e Romanos não gostavam muito do conceito do Caos exatamente pela sua implícita imprevisíbilidade. Toda a cultura antiga era muito influenciada pela Filosofia Platônica, que por sua vez foi influenciada pela Tradição Pitagórica, privilegiando a busca pela Ordem e pela perfeição. Isso tanto na Ciência, como a Geometria e a Música, quanto na Arte, em que se estimulava a busca pelas formas anatômicas perfeitas.

O fundamento lógico por trás desses estudos era sempre o mesmo: o mundo era reduzido a formas geométricas ideais, como o quadrado, o círculo e o triângulo, que funcionavam como os blocos básicos sob as quais estariam fundamentados toda a ordem do Universo. Afinal, era mais fácil dividir a natureza em elementos que você pudesse compreender.

Essa busca pela Harmonia e a rejeição do Caos herdadas da cutura Greco-Romana acabariam se tornando traços permanentes de toda a Cultura Ocidental, inclusive em seu aspecto religioso, pois as três religiões irmãs – Cristianismo, Judaísmo e Islamismo – continuariam propagando a mesma narrativa: a Ordem e Harmonia estabelecidas por Deus foram quebradas pelo desvio gerado através do pecado do Homem.

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A sociedade de custo marginal e o “fim” do capitalismo

O fim do capitalismo é uma idéia bastante recorrente. Basta pensar que o capitalismo teve seu fim profetizado desde que esse sistema foi caracterizado como tal no trabalho de Karl Marx. Originalmente, Marx previa que o Capitalismo cairia como um resultado direto do acirramento da luta de classes, pois as contradições desenvolvidas em seu sistema levariam fatalmente à sua destruição. Algo que, mesmo depois de sucessivas crises econômicas, ainda não se concretizou.

Não que a falha dessas previsões prejudiquem o mérito teórico ou analítico do trabalho de Marx. Pelo contrário, até nisso Marx se mostrou como um economista padrão: ótimo em suas análises, mas péssimo em suas previsões.

No entanto, mais de 150 anos depois, ainda surgem candidatos interessados em apontar quais seriam as causas que levariam à derrocada final do capitalismo. E não é difícil entender por quê, afinal é um tema bastante atraente no imaginário popular e que atrai muitos leitores. Um desses novos candidatos é Jeremy Riftkin, que lançou em 2014 o livro “Sociedade de Custo Marginal Zero”, em que afirma que no futuro todos os produtos serão de graça, exatamente como ocorre com vários softwares e jogos na Internet hoje em dia.

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Não vou mentir, a idéia de utilizar a tecnologia como um fator de superação do nosso atual modelo econômico é muito interessante, principalmente em uma época de rápida expansão tecnológica como a nossa, algo que já foi constatado por outros autores best sellers, como o jornalista Paul Mason.

O Físico Michio Kaku uma vez afirmou que “os verdadeiros revolucionários são os cientistas e pesquisados da Física Básica” e o avanço técnico apresentado pela criação da imprensa, por exemplo, talvez tenha sido um fator mais preponderante na superação do antigo sistema feudal pelo capitalismo do que as perturbações sociais que ocorreram posteriormente

A tese de Riftkin em si, no entanto, é bastante problemática economicamente falando, principalmente pelo modo como se apropria de maneira equivocada de determinados conceitos econômicos. O conceito de custo marginal, por exemplo, se refere ao custo adicional de se produzir mais uma mercadoria (N+1) em uma linha de produção, sendo normalmente utilizado como referência em modelos de otimização matemática para definir qual o ponto de produção ótimo para uma empresa.

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